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25/03/2011 - Manejo da resteva nas lavouras de arroz


Por Valmir Gaedke Menezes *


No Rio Grande do Sul, após a colheita do arroz, o manejo da resteva varia em função do que será feito na próxima safra, da visão e dos interesses dos diferentes participantes envolvidos no negócio. Entretanto, há alguns procedimentos básicos que devem ser seguidos logo após a colheita. Em agricultura, a palha não é problema. Ela é solução. Depende de como se trabalha essa palha. Há várias opções para o manejo da mesma. Só uma coisa é proibida: queimar!

O manejo adequado começa por acoplar à colhedora um picador ou um espalhador de palha. Essa medida facilita a decomposição da palha favorecendo as demais atividades. Outra consideração: se as áreas cultivadas são ou não infestadas com arroz-vermelho. Após o corte da lavoura, essa planta daninha tem um rebrote vigoroso da soca e a capacidade de emitir panículas e produzir grãos é grande, o que contribui para incrementar o banco de sementes dessa infestante nos próximos anos. Não se pode permitir que as plantas de arroz-vermelho produzam mais sementes.

O agricultor deve iniciar o processo de incorporação da palha logo após a colheita. Se há atividade pecuária na propriedade, deve-se colocar o gado com uma alta carga de animal por área, para que o mesmo coma o que for possível de palha e contribua para a destruição da soca. Lembre-se: o melhor manejo é com alta lotação de animais por área.

Por outro lado, se não há exploração de pecuária, a palha e os restos da resteva podem ser incorporados de diferentes modos tais como: incorporação com grade, roçadora, triton e, se as áreas tiverem umidade suficiente, a incorporação pode ser feita com o rolo-faca. Não importa como o agricultor decida incorporar a palha. O importante é que ele faça a tempo para que a mesma não interfira nos trabalhos de entressafra para o próximo ano. Nas áreas infestadas com arroz vermelho, não se deve permitir que essa planta daninha produza sementes.

Uma outra forma destruir a resteva, em função do alto custo do óleo diesel, é o uso de herbicida dessecante sistêmico. Após o rebrote da soca, e antes da emissão das panículas, sugere-se aplicar 1,5-2 L/ha de dessecante e realizar a semeadura de forrageiras de inverno como azevém, cornichão ou trevo.

Outra atitude importante que deve ser tomada pelos orizicultores e/ou proprietários é providenciar a drenagem e o desmanche das taipas das áreas logo após a colheita, construindo uma rede de drenos superficiais. A drenagem é fundamental para os trabalhos de preparo do solo para a próxima safra bem como para a implantação de forrageiras de inverno. Isto porque a drenagem é o fator que mais interfere na composição florística das áreas com rotação e/ou sucessão de culturas, conforme trabalhos já conduzidos pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga).

* engenheiro agrônomo, MSc e pesquisador da Estação Experimental do Instituto Riograndense do Arroz (Irga).
E-mail: vmgaedke@yahoo.com.br


Fonte: Guilherme Flach

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