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28/03/2011 - Fertilidade dos Solos e Nutrição das culturas do Arroz e do Feijoeiro Irrigado

 
A adubação das culturas é uma prática indispensável nos solos brasileiros, porém, não é correto o procedimento de generalizar os critérios de recomendações de adubação, devido à complexidade de fatores inerentes a esta prática e às peculiaridades de solo, clima e de aspectos sócio econômicos de cada região.
A pesquisa nesta área é concentrada em assuntos mais específicos tais como a absorção de nutrientes pelo arroz e o feijoeiro, avaliação de fontes de nitrogênio, fósforo e micronutrientes, diagnose de deficiências nutricionais nos solos de cerrado, toxicidade de ferro em arroz irrigado, desenvolvimento de metodologia para análise de silício solúvel nos solos e resposta das culturas à aplicação de fertilizantes e corretivos, bem como os aspectos econômicos da adubação e o comportamento das culturas do arroz e do feijoeiro quando inseridas em sistemas agrícolas. A partir desses conhecimentos são estabelecidas recomendações de adubação para essas culturas. Atualmente, as pesquisas são direcionadas para as práticas de manejo da fertilidade dos solos de cerrado, nos diferentes sistemas agrícolas, em que se inserem as culturas do arroz e do feijoeiro, visando a sua produção econômica e sustentável

Nitrogênio

Quanto aos estudos de eficiência de fontes de nitrogênio, a pesquisa tem demonstrado que não há diferença entre uréia e sulfato de amônio, como fontes de nitrogênio para a adubação do arroz e do feijoeiro. Entretanto, a adubação com uréia tem apresentado maior retorno econômico do que o sulfato de amônio.
A adubação nitrogenada deve ser realizada com base no histórico da área a ser utilizada e na expectativa de sua produtividade. Como principal referência histórica da área, na resposta do arroz e do feijoeiro ao nitrogênio, deve-se considerar a influência dos resíduos, deixados na superfície do solo pela cultura anterior Dependendo da produção de biomassa e da relação C/N da espécie de planta que antecede uma determinada cultura, esta poderá se beneficiar dos resíduos deixados no solo por aquela espécie Ao se considerar a expectativa de produtividade, deve-se ressaltar: a exigência em nutrientes para a produção de uma tonelada de grãos, o máximo potencial produtivo e a capacidade das cultivares de arroz e/ou feijão de responder à adubação.
A necessidade de nitrogênio do arroz semeado, no verão, após outra gramínea é maior do que se fosse precedido por uma leguminosa. O mesmo acontece com a cultura do feijoeiro semeado em outono/inverno, em que a necessidade de nitrogênio, também é maior na sucessão de uma gramínea (milho) do que sucedendo a soja. As diferenças são atribuídas às relações C/N das plantas que integram o sistema A partir desses resultados pode-se inferir que o plantio de uma leguminosa antecendendo uma gramínea propicia uma considerável redução na dose de nitrogênio. Nessa linha de trabalho, a Embrapa Arroz e Feijão vem desenvolvendo pesquisas de rotação ou seqüência de culturas em sistemas de produção em que o arroz e o feijão sejam um dos seus componentes.

Fósforo

A adubação com fósforo é baseada em níveis críticos de fósforo e no teor de argila do solo. Em função dos teores encontrados no solo e dos níveis de produtividade pretendidos, são elaboradas tabelas de recomendação de adubação de manutenção e corretiva. O mesmo princípio é aplicado para a adubação potássica.

Micronutrientes

As pesquisas com micronutrientes na cultura de arroz de terras altas, em áreas de cerrado, apontam como principais causas das deficiências de micronutrientes no solo, o seu baixo teor natural e a inadequada correção da acidez com calcário. A calagem é indispensável para corrigir acidez, mas quando empregada de maneira inadequada pode induzir deficiência de micronutrientes nas culturas. As deficiências mais comuns são as de Zn e Fe em arroz de terras altas quando plantado após as culturas de feijão ou soja.
A resposta do arroz de terras altas à adubação de micronutrientes foi estudada em várias regiões brasileiras. Como critério para adubação com micronutrientes, recomenda-se a análise de solo e o conhecimento dos fatores que afetam a disponibilidade desses nutrientes no solo, bem como as exigências diferenciais entre as culturas que compõem o sistema agrícola.

Silício

Os fungicidas são insumos de alta tecnologia, que nem sempre são adequados aos pequenos produtorese e podem, se o uso for inadequado, causar sérios prejuízos ao homem e ao meio ambiente. No intuito de encontrar alternativas de maior sustentabilidade no controle de doenças e de melhorar a nutrição mineral das plantas para torná-las mais resistentes às mesmas, vem sendo desenvolvidas pesquisas com diferentes fontes brasileiras de silício em condições de inoculações artificiais em casa de vegetação. Os resultados mostraram-se promissores no controle da brusone nas folhas do arroz, reduzindo a sua severidade e aumentando o crescimento da plantas com incremento nas doses de silicato

Calagem

Em geral as culturas não se desenvolvem satisfatoriamente em solos muito ácidos, entretanto, certas espécies toleram mais a acidez do que outras como é o caso do arroz de terras altas. Embora esta cultura tenha pouca ou nenhuma resposta ao calcário, não significa que a sua recomendação deva ser prescindida, pelo contrário deve ser feita visando ao suprimento nutricional da planta em Ca e Mg e não como meio de correção de acidez.
Na rotação do arroz com culturas como o milho, soja e feijão, que não toleram níveis muito altos de acidez, e têm necessidades relativas de Ca e Mg mais elevadas, é comum, em situações onde a correção da acidez do solo é feita com altas doses de calcário, a indução de deficiências de Zn e Fe, nos solos com baixa disponibilidade desses micronutrientes Nessas condições recomenda-se uma correção prévia do solo com micronutrientes e aplicação de calcário em quantidade suficiente para manter o pH do solo em torno de 5,8 a 6,0.

Fonte: Embrapa Arroz e Feijão

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